Alta Mensal Recorde no Aluguel Comercial
Variação média nacional: +1,34% em janeiro de 2026, o maior salto desde abril de 2012 (+2,07%).
Comparação com dezembro de 2025: avanço de +0,72% para +1,34%, quase dobrando o ritmo de reajuste em apenas um mês.
Aluguel x Inflação Geral e Inflação do Aluguel
IPCA (inflação oficial): +0,33% em janeiro; acumulado de 12 meses em 4,4%.
IGP-M (referência tradicional para contratos de aluguel): +0,41% em janeiro e –0,91% no acumulado de 12 meses.
Resultado: o reajuste do aluguel comercial (1,34%) foi quatro vezes maior que o IPCA e supera em três vezes a alta do IGP-M no mês, evidenciando um distanciamento entre os contratos de locação e o comportamento dos indicadores de preços ao consumidor e atacadista.
Principais Cidades com Alta Mensal no Aluguel de Salas e Conjuntos Comerciais
1. Brasília: +5,24%
2. Rio de Janeiro: +3,07%
3. Salvador: +1,59%
4. Curitiba: +0,97%
5. São Paulo: +0,85%
Essas cinco regiões concentram os maiores reajustes pontuais, com Brasília liderando de longe e pressionando o mercado de escritórios no Distrito Federal.
Desempenho Anual dos Aluguéis Comerciais (12 meses até janeiro/26)
– Brasília: +23,88%
– Campinas: +15,97%
– Rio de Janeiro: +13,78%
– Niterói: +13,05%
– Florianópolis: +11,49%
– Salvador: +10,62%
– São Paulo: +9,34%
No acumulado, pequenas e médias praças têm registrado altas expressivas, mas o crescimento em Brasília chama atenção por exceder 20% em um ano.
Tendência de Preços de Venda de Imóveis Comerciais
Enquanto os aluguéis disparam, as vendas de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² também aceleram, mas em ritmo mais moderado:
Alta média em janeiro/26: +0,11% (0,06% em dez/25).
Variação anual: +2,39%.
Variação Mensal nos Preços de Venda por Localidade
– Florianópolis: +0,80%
– Salvador: +0,62%
– Belo Horizonte: +0,53%
– Brasília: +0,34%
– São Paulo: +0,06%
– Rio de Janeiro: –0,01%
– Porto Alegre: –0,02%
– Niterói: –0,04%
– Campinas: –0,09%
– Curitiba: –0,32%
As maiores valorizações ocorreram no Sul e no Nordeste, especialmente em Florianópolis e Salvador, enquanto Curitiba e Campinas apresentaram ligeira correção nos preços de venda.
Variação Anual nos Preços de Venda (12 meses até janeiro/26)
– Curitiba: +8,13%
– Salvador: +7,04%
– Brasília: +5,46%
– Florianópolis: +4,01%
– Belo Horizonte: +2,94%
– São Paulo: +2,64%
– Niterói: +2,50%
– Campinas: +1,93%
– Porto Alegre: –0,80%
– Rio de Janeiro: –1,10%
Apesar de a alta média anual ficar abaixo de 3%, algumas capitais mantêm valorização consistente, refletindo demanda firme por espaços comerciais próprios.
Ao comparar locação e venda, fica claro que o mercado está mais aquecido para inquilinos do que para compradores. Os aluguéis sobem em ritmo muito acima da inflação e superam amplamente as mudanças nos preços de venda, indicando que as empresas ainda priorizam flexibilidade ou não dispõem de capital suficiente para aquisições.
Esses números reforçam a necessidade de negociação cuidadosa e de projeções realistas no planejamento de custos de ocupação. Para gestores e investidores, entender as diferenças regionais e a velocidade das altas pode ser o diferencial entre um contrato sustentável e uma despesa comprometedora.

Blog dos Imóveis
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