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Novas Regras de Trabalho Aumentam Temores sobre Custos no Setor Imobiliário

Fim da escala 6×1 eleva custos e traz incertezas ao mercado de incorporação

A proposta de emenda constitucional em tramitação na Câmara dos Deputados que extingue a escala de trabalho 6×1, reduzindo a jornada semanal de 44 para 36 horas, acendeu o alerta das principais entidades do setor imobiliário. Segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), a mudança exigirá novas contratações ou pagamento extra de horas para manter o ritmo das obras, pressionando o custo do metro quadrado e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

Cupola Summit 2026: tendências e debates do mercado

Enquanto se avaliam os impactos da jornada de trabalho, o mercado imobiliário já mira no Cupola Summit 2026, que acontece de 20 a 22 de maio em Curitiba (PR). Confirmados: Ricardo Basaglia (CEO da Michael Page Brasil) como keynote, Fabiano Marinho (CEO Grupo Lago) e Paulo Toledo (Sócio-fundador da CIA Multiplataforma Imobiliária). Até 25/02, às 23h59, ingressos com R$ 100 de desconto e uso do cupom IMOBI10 para 10% off no Sympla.

Contexto da proposta de fim da escala 6×1

• Na prática: trabalhadores cumpririam 36 horas semanais e não mais 44, sem a alternância 6×1.

• Situação atual: construção civil e incorporação baseiam-se em turnos estendidos para cumprir prazos.

• Riscos apontados: atrasos, necessidade de mais pessoal, horas extras variáveis e reajuste dos contratos.

Pressão adicional em cenário já desafiador

• Inflação de insumos: aço, cimento e materiais bateram recorde em 2025.

• Falta de mão de obra qualificada: empresas já investem em treinamentos para reduzir gaps de produtividade.

• Aumento estimado: segundo levantamento da Cbic, custos de obra podem subir até 8% com nova jornada.

• Repasse ao consumidor: qualquer variação superior a 5% no custo do metro quadrado tende a refletir no Valor Geral de Vendas (VGV) dos empreendimentos.

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Repercussões no valor do metro quadrado e no VGV

• Incorporadoras calculam custos projetados para lucro mínimo de 18%.

• Impacto em lançamentos: reajustes obrigam revisão de planilhas e prazos de entrega.

• Viabilidade: empreendimentos de médio padrão ficam mais vulneráveis a cortes de margem ou adiamento de lançamentos.

Imobiliárias e locação: efeitos indiretos

• Operações de segunda a sexta (com eventual expediente aos sábados) terão baixo impacto direto.

• Alta de preços de venda se reflete em valores de aluguel comercial e residencial.

• Portais e tecnologias: imobiliárias aceleram uso de plataformas de gestão para repassar reajustes de condomínio e IPTU com mais agilidade.

O corretor de imóveis em 2026: competências essenciais

1. Domínio de crédito imobiliário: conhecer regras do SBPE e dos bancos públicos e privados.

2. Visão macroeconômica: avaliar efeitos da Reforma Tributária, oscilações na Selic e cenário eleitoral.

3. Matemática financeira aplicada: calcular cenários de rentabilidade e simulações de financiamento.

4. Inteligência Artificial: automatizar relatórios de leads, análise de dados e proposta de valor.

5. Especialização por nichos: imóveis de alto padrão, locação flexível, MCMV, incorporação sustentável.

Gestão fiscal: alinhando DIMOB e DIRPF

• Com o novo Cadastro de Informação de Benefício (CIB), a Receita Federal cruzará dados de DIMOB, DIRPF e Carnê-Leão.

• Riscos de malha fina crescem: divergências entre informes de rendimento e comprovantes de pagamento.

• Boas práticas: revisão periódica de contratos, conferência de lançamentos e orientação contínua a proprietários.

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Inovações e parcerias: Clube CredAluga

A CredAluga lançou um clube de benefícios em parceria com o Grupo OLX e CUPOLA, oferecendo:

• Geração de demanda em portais como ZAP, Viva Real e OLX.

• Capacitação técnica e webinars exclusivos.

• Descontos em eventos e mentorias de performance comercial.

Objetivo: tornar a locação mais ágil, digital e com escala para imobiliárias de pequeno a grande porte.

Modo Avião 5ª temporada: “Por Dentro da Imobiliária”

A partir de 25/02, o podcast Modo Avião estreia novo formato, mergulhando em processos e bastidores de imobiliárias de sucesso. Disponível no Spotify e YouTube, com entrevistas que abordam desde gestão de leads até estratégias de expansão.

Tendência de “financeirização” dos imóveis

• Retornos de 0,8% a 1% ao mês em locação flexível com gestão profissional.

• Valorização anual média de 4% a 6% em cidades com alta demanda.

• Jovens investidores (18–27 anos): 56% consideram imóveis veículo de investimento.

• Foco do mercado: ROI, análise de demanda local e estratégias de longo prazo.

Condomínios sob pressão: altas de até 100% em SP

Levantamento aponta bairros como Jardins e Vila Madalena com reajustes de taxas condominiais que dobraram em 12 meses. Principais fatores:

• Elevação de custos de manutenção e segurança.

• Aumento de contratos de terceirização de serviços.

• Reajuste de tarifas de energia, água e seguros.

Mercado de médio e alto padrão em expansão

• VGV alcançou R$ 30 bilhões em 2025, 20% acima de 2024.

• Líderes: Cyrela e Moura Dubeux mantêm protagonismo.

• Destaque: Grupo Plaenge registrou 90,3% de Vendas Sobre Oferta (VSO).

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• Oportunidade: espaços pet friendly e personalização ganham força em lançamentos.

Casos de crise e desafios operacionais

– Gafisa luta contra seu nono pedido de falência após prejuízo de R$ 92,1 milhões.

– BRZ e Fica Empreendimentos cancelam projeto de fusão para “IPO reverso”.

– Ekko Group tem obras paralisadas e enfrenta disputas judiciais, comprometendo VGV de R$ 10 bi.

Perspectivas otimistas para 2026

• Unidades vendidas em São Paulo saltaram de 138,8 mil para 151,7 mil em 12 meses.

• Nacionalmente, 50% dos brasileiros manifestam intenção de compra, impulsionados pela Geração Z.

• Cenário promissor para investidores e incorporadoras que equilibrarem inovação, gestão de custos e atendimento ao cliente.

Minha Casa Minha Vida em foco

• Governo projeta contratar 1 milhão de unidades em 2026 e mais 1 milhão em 2027.

• Programa responde por 85% dos lançamentos imobiliários, expandido para famílias com renda de até R$ 12 mil.

• Desafio: garantir fiscalização para evitar uso de imóveis em plataformas de locação de curta temporada e preservar o objetivo social.

Ao debate sobre a jornada de trabalho e seus reflexos no mercado imobiliário, soma-se a urgência de inovação, aperfeiçoamento fiscal e capacitação de profissionais. Só assim o setor vencerá o desafio de controlar custos, manter cronogramas e atender a um consumidor cada vez mais exigente e informado.