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Imóveis em alta: descubra como a economia pode impulsionar seu investimento em um cenário desafiador

Imóveis em alta: descubra como a economia pode impulsionar seu investimento em um cenário desafiador

Preços de imóveis sobem 6,52% em 2025 mesmo com alta taxa de juros

O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com uma valorização de 6,52% nos preços de venda residencial, segundo o Índice FipeZAP. Esse resultado é o segundo melhor dos últimos 11 anos, perdendo apenas para 2024, quando o avanço foi de 7,73%. Mesmo diante de juros elevados e do encarecimento do crédito, o setor mostrou resiliência, superando a inflação oficial medida pelo IPCA (4,18% até novembro) e deixando para trás o IGP-M/FGV, que teve queda de 1,05%.

Desempenho anual e comparativo com inflação

– Valorização real: o ganho de 6,52% em 2025 ficou 2,34 pontos percentuais acima do IPCA e evidencia a força do mercado imobiliário.

– História recente: esse foi o segundo ano consecutivo de altas sólidas, depois dos 7,73% de 2024.

– Inflação e índices de referência: em contraste, o IGP-M praticamente não se mexeu, reforçando o desempenho diferenciado dos imóveis.

Desaceleração em dezembro sinaliza maturação do mercado

Em dezembro, o preço médio subiu apenas 0,28%, abaixo dos 0,58% de novembro e dos 0,66% obtidos no mesmo mês de 2024. Essa desaceleração não chega a ameaçar a tendência de alta, mas mostra um ajuste natural após dois anos de valorização acelerada. Além disso, o índice de dezembro permaneceu ligeiramente acima da inflação prévia (IPCA-15, +0,25%) e bem acima do IGP-M (-0,01%).

Destaques regionais: variações mensais e anuais

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– Cidades que mais cresceram em dezembro: Belém (+1,54%), Salvador (+1,25%) e Brasília (+1,09%).

– Declínios pontuais: Campo Grande (-1,23%), Curitiba (-0,61%) e Recife (-0,23%).

– Capitais com maior alta anual em 2025:
• Salvador: +16,25%
• João Pessoa: +15,15%
• Vitória: +15,13%

– Mercados maduros, mas ainda positivos: São Paulo (+4,56%) e Rio de Janeiro (+5,21%).

Perfil de valorização por tipo de imóvel

A tendência de demanda por unidades mais compactas segue clara:

– Um dormitório: valorização de 8,05% em 2025, com preço médio de R$ 11.669/m² em dezembro.

– Dois dormitórios: menor valor médio, R$ 8.622/m², mas ainda com alta expressiva.

– Quatro dormitórios ou mais: avanço de 5,34%, reforçando que imóveis grandes tendem a se mover com mais moderação.

O preço médio nacional ao fim de 2025 bateu R$ 9.611/m² para venda de residência.

Por que os preços subiram mesmo com juros caros?

1. Mercado de trabalho fortalecido: a taxa de desemprego caiu a 5,2% em novembro de 2025, nível histórico, e a massa real de renda segue em alta.

2. PIB em ritmo moderado: a economia deve crescer cerca de 2,3% no ano, segundo o Boletim Focus, número menor que os 3,4% de 2024, mas suficiente para manter a confiança das famílias.

3. Crédito ainda acessível: apesar do aumento da Selic e do encarecimento do financiamento, parte dos compradores manteve a decisão de adquirir imóvel. A queda do saldo da poupança pressionou custos, mas novas linhas de crédito e a expectativa de cortes de juros sustentaram a demanda.

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Perspectivas para 2026: juros, crédito e novos modelos

Especialistas acreditam que o mercado seguirá se valorizando, porém em ritmo mais moderado, especialmente no primeiro semestre. Dois pontos merecem atenção:

– Corte gradual da Selic: previsto para começar em março, com taxa próxima de 12,5% em dezembro. Os efeitos devem acontecer de forma mais forte no terceiro e quarto trimestres.

– Novo modelo de crédito imobiliário: testes do Banco Central buscam substituir a poupança como base de financiamento. Até metade de 2026, teremos sinais mais claros sobre a disponibilidade de recursos e possíveis reduções de juros.

Com esses cenários, o imóvel continua entre os ativos mais resilientes do Brasil, preservando valor mesmo quando a conjuntura financeira exige ajustes.

Ao fechar 2025 com alta real consolidada em todas as regiões e faixas de produto, o mercado imobiliário sinaliza maturidade e robustez. A desaceleração de dezembro indica que a correção de ritmo é natural, mas não sugere reversão de tendência. A combinação de emprego estável, renda crescente e inovações no crédito deve manter o setor em movimento positivo ao longo de 2026.