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Financiamento imobiliário em alta: descubra como conquistar sua casa nova com taxas mais baixas

Financiamento imobiliário em alta: descubra como conquistar sua casa nova com taxas mais baixas

Abecip Prevê Crescimento de 16% em Financiamentos Imobiliários em 2026

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) projeta um ano de fôlego para o mercado de financiamento habitacional. Com base na expectativa de queda da Selic e na liberação de recursos, a associação estima que as concessões de crédito imobiliário saltem de R$ 324 bilhões, em 2025, para R$ 375 bilhões em 2026 – um crescimento de 16%.

Redução da Taxa Selic como Motor de Impulso

Atualmente em 15% ao ano, a taxa básica de juros deve recuar para cerca de 12,25% até o fim de 2026, segundo projeções do mercado e da própria Abecip. Esse corte tende a:

• Aliviar as taxas de financiamento não subsidiado, tornando parcelas mais acessíveis.

• Atrair novos mutuários da classe média, hoje reféns de juros elevados.

• Estimular a competição entre bancos e fintechs, que poderão oferecer condições mais vantajosas.

Impacto da Liberação de R$ 38 Bilhões em Compulsório

Além do efeito da Selic, a liberação de cerca de R$ 38 bilhões em recursos compulsórios bancários é vista como alívio extra para as instituições financeiras. Com esse volume disponível:

• A oferta de crédito ganha tração imediata, principalmente nos financiamentos com recursos livres.

• Bancos ampliam sua carteira de crédito imobiliário, reduzindo custos operacionais e atraindo clientes.

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• O mercado imobiliário respira mais forte, pois mais empreendimentos recebem financiamento e os preços se acomodam em patamares competitivos.

Detalhamento das Projeções por Fonte de Recursos

1. SBPE (Poupança): crescimento de 15%, chegando a R$ 180 bilhões. A demanda por financiamento via caderneta de poupança recupera fôlego conforme os juros caem, embora ainda enfrente concorrência de novos produtos de investimento.

2. FGTS: alta de 5%, para R$ 145 bilhões. Mesmo com juros pré-fixados, o FGTS continua sendo a principal porta de entrada para boa parte dos mutuários de menor renda.

3. Recursos Livres: explosão de 66%, atingindo R$ 51 bilhões. Financiamentos não atrelados ao FGTS ganham destaque graças à queda esperada da Selic e ao apetite de bancos por operações de maior margem.

Retrospectiva 2025: Desafios e Lições

Em 2025, o mercado surpreendeu ao registrar alta modesta de 3% nas concessões, alcançando R$ 324 bilhões, mesmo sob a pressão de juros no teto histórico. O desempenho por fonte foi dispar:

• SBPE: queda de 13% (R$ 156 bi), reflexo da atratividade de outras aplicações e do envelhecimento da base de poupadores.

• FGTS: avanço de 9%, sustentado por condições fixas e demanda de famílias de renda média-baixa.

• Recursos Livres: salto de 246%, ainda que partindo de base reduzida, mostra a disposição de bancos em assumir mais riscos.

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Priscilla Ciolli, presidente da Abecip, destaca que o setor “cresceu, mas muito aquém do potencial” devido às taxas elevadas. A mensagem é clara: juros altos freiam sonhos de morar na casa própria e limitam a liquidez do mercado.

Fatores Culturais e Tecnológicos em Jogo

• Mudança de perfil: jovens investidores preferem fundos, ações e criptomoedas, deixando a poupança de lado.

• Novos entrantes: fintechs e bancos digitais lançam linhas de crédito imobiliário ágeis, mas ainda tocam fatias pequenas do mercado.

• Educação financeira: cresce a busca por informação sobre financiamentos, simuladores e cursos, exigindo transparência das instituições.

Perspectivas para Construtoras e Incorporadoras

Com o horizonte de juros em queda e crédito mais farto:

• Empreendimentos em lançamento se multiplicam, sobretudo na faixa popular e média.

• Investidores imobiliários avaliam portfólios de terrenos e projetos futuros, antecipando demanda crescente.

• Dinamismo em grandes centros e interiorização do mercado prometem aquecer a indústria da construção.

A expectativa da Abecip abre portas para uma retomada robusta do setor imobiliário, mas depende da materialização das previsões de juros e do uso eficiente dos recursos compulsórios. Se as condições ocorrerem conforme o esperado, o brasileiro volta a sonhar e realizar a aquisição da casa própria com parcelas mais leves e prazos atraentes.

Com uma combinação de políticas monetárias mais brandas e alocação inteligente de capital, 2026 tem tudo para ser o ano em que o financiamento imobiliário retoma o ritmo dos grandes ciclos de expansão, permitindo que milhares de famílias vivenciem o orgulho de um lar próprio.