Nordeste e Belém disparam na atratividade imobiliária no 3º trimestre de 2025, aponta IDI Brasil
O mercado imobiliário brasileiro segue surpreendendo, especialmente no Nordeste e em Belém (PA). A quinta edição do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil) revela que capitais nordestinas registraram saltos expressivos no ranking de atratividade de imóveis residenciais verticais. Em paralelo, Belém, às vésperas da COP30, se destaca com avanços em todas as faixas de renda. Fortaleza (CE) assume, pela primeira vez, a liderança histórica do segmento econômico, superando Curitiba (PR).
Metodologia e cobertura do IDI Brasil
IDI Brasil analisa demanda real por moradias verticais em 79 cidades.
Iniciativa de Ecossistema Sienge, CV CRM, Grupo Prospecta e apoio da CBIC.
Segmentação por renda familiar: econômico (R$ 2 mil a R$ 12 mil), médio (R$ 12 mil a R$ 24 mil) e alto (> R$ 24 mil).
Ranking divulgado trimestralmente em plataforma gratuita (idi.grupoprospecta.com).
Belém ganha força e se prepara para a COP30
Belém saltou da 35ª para a 12ª posição no segmento médio, reflexo de:
1. Investimentos públicos em infraestrutura pré-COP30.
2. Atração de empresas internacionais.
3. Crescimento da oferta de lançamentos com alta liquidez.
Segundo Fabrizio Gonçalves (Sinduscon-PA), “obras ainda na fundação têm mais de 90% das unidades vendidas. Esse movimento não para após a COP”. O presidente da CBIC, José Carlos Martins, complementa: “Belém amplia sua relevância imobiliária de forma sustentável”.
Segmento econômico: Fortaleza no topo e Nordeste forte
No padrão de renda entre R$ 2 mil e R$ 12 mil, Fortaleza superou Curitiba e lidera o ranking econômico. Motivos do avanço:
• Dinâmica econômica regional mais aquecida.
• Redução do estoque secundário, indicando maior liquidez.
• Consolidação de lançamentos acessíveis.
Top 5 econômico
1. Fortaleza (CE)
2. São Paulo (SP)
3. Curitiba (PR)
4. Goiânia (GO)
5. Recife (PE)
Destaques regionais
– Salvador (BA): 6ª posição, com alta consistente em demanda direta.
– São Luís (MA): avançou seis lugares, fortalecendo o mercado local.
– Campo Grande (MS): ganhou 11 posições, beneficiada por lançamentos retomados.
Médio padrão: equilíbrio nacional e surpresa para Belém
Na faixa de R$ 12 mil a R$ 24 mil, São Paulo, Goiânia e Brasília mantêm-se no pódio, mas o Nordeste segue em alta:
• Salvador subiu oito posições e ocupa o 4º lugar.
• Belém ascendeu do 18º para o 12º lugar, graças ao aumento da atratividade de lançamentos.
Top 5 médio padrão
1. São Paulo (SP)
2. Goiânia (GO)
3. Brasília (DF)
4. Salvador (BA)
5. Curitiba (PR)
A distribuição equilibrada (3 Sudeste, 3 Sul, 2 Centro-Oeste, 2 Nordeste) mostra como cidades de todas as regiões oferecem oportunidades no médio padrão.
Alto padrão: Atlântico e Centro-Oeste ganham espaço
No segmento acima de R$ 24 mil, São Paulo e Goiânia permanecem líderes, mas capitais nordestinas consolidam presença:
• Recife e Fortaleza figuram entre as cinco primeiras.
• Natal deu um salto notável, da 60ª para a 24ª posição, impulsionada pela atratividade de novos estoques.
Top 5 alto padrão
1. São Paulo (SP)
2. Goiânia (GO)
3. Recife (PE)
4. Fortaleza (CE)
5. Brasília (DF)
A competição se estende por 10 cidades de cinco regiões, reforçando que o mercado de alto luxo está pulverizado e em expansão em praças fora do eixo Sul-Sudeste.
Por que acompanhar o IDI Brasil
• Monitoramento trimestral permite identificar tendências e mudar estratégias de venda e lançamento.
• Dados reais de transações ajudam incorporadoras, corretores e investidores a avaliar riscos e oportunidades.
• Ferramenta gratuita e interativa, disponível para consulta detalhada de todas as 79 cidades.
O IDI Brasil é hoje o termômetro mais completo da demanda por moradias verticais no país. Se você atua no setor imobiliário, não deixe de acessar o ranking completo e utilizar essas informações na sua tomada de decisão.

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