Promoção vertical: oportunidades e responsabilidades
A ascensão de colaborador a líder é celebrada como um marco de sucesso profissional: maior salário, mais autonomia e reconhecimento. No entanto, esse salto traz um aumento significativo de responsabilidade, não só pelo próprio trabalho, mas também pelos resultados da equipe. Quando essa transição não é bem planejada, o que parecia vitória pode se tornar fonte de frustração, prejudicando o colaborador e a empresa.
Planejamento estratégico para promoções internas
Para garantir que a promoção seja um avanço consistente, é essencial mapear competências necessárias ao novo cargo, identificando conhecimentos técnicos, habilidades e atitudes exigidas. Em seguida, deve-se comparar o perfil atual do colaborador com os requisitos da vaga, apresentando gaps e elaborando um plano de desenvolvimento. É fundamental estabelecer prazos realistas, definindo módulos de aprendizagem e entregas intermediárias. Além disso, comunicar de forma transparente sobre os benefícios, desafios e apoio disponível durante a transição é crucial.
Contratação externa x promoção interna
Em momentos de crise ou necessidade repentina de liderança, vale a pena avaliar:
1. Pesquisa de mercado: existe talento pronto para ser contratado?
2. Potencial interno: alguém na equipe já demonstra capacidades para assumir a função?
3. Custo e tempo de adaptação: muitas vezes, um colaborador já familiarizado com a cultura organizacional entrega resultados mais rápidos.
Preparando o colaborador para o novo desafio
A promoção deve ocorrer em etapas bem definidas, começando pela delegação gradual de tarefas. É importante liberar o profissional de parte das atividades antigas à medida que ele assume novas responsabilidades. Acompanhar o desenvolvimento com um mentor ou coach experiente, que ofereça feedback constante, é também uma boa prática. Além disso, permitir que o futuro gestor lidere iniciativas pontuais em projetos-piloto ajudará a testar suas habilidades de coordenação e tomada de decisão.
Quando a despromoção faz sentido
Se o profissional mostrar dificuldades persistentes na liderança, a despromoção pode ser uma estratégia inteligente de retenção de talentos. Esse processo deve respeitar a avaliação detalhada de desempenho, identificando se o problema é falta de experiência ou desalinhamento de perfil. Oferecer alternativas de realocação, como rodízios em outros setores ou funções que aproveitem melhor as competências do colaborador, é essencial. Em muitos casos, o retorno ao cargo anterior pode ser a opção mais rápida para preservar confiança e motivação.
Empatia e comunicação no processo de retorno
A despromoção não deve ser vista como fracasso pessoal. Para reduzir o impacto emocional, a empresa precisa manter um diálogo aberto, destacando o valor do colaborador em outras áreas. Evitar culpabilizações é fundamental, pois a responsabilidade pela capacitação do novo líder é tanto da empresa quanto do profissional. Propor caminhos de desenvolvimento, como cursos, treinamentos ou projetos especiais, ajudará o colaborador a se preparar para futuros desafios.
Case Jair Amintas: retenção por mobilidade interna
Em Montes Claros (MG), a imobiliária Jair Amintas enfrentou um caso prático. Uma colaboradora, com histórico em arquivo e financeiro, foi promovida para liderar o setor de desocupação. Sem experiência prévia em gestão de pessoas e diante de um time abalado pela saída de um líder querido, ela teve dificuldades em relacionamento interpessoal. Embora seu desempenho operacional e com clientes fosse sólido, o desgaste levou à decisão de deixar a função de gestão. Em vez de perder esse talento, a empresa ofereceu seu retorno em áreas que não exigiam coordenação de equipe, como cobrança e, depois, renovação de contratos, onde ela se destacou. Esse reposicionamento mostrou uma cultura organizacional madura, que prioriza diálogo, escuta ativa e realocação estratégica de profissionais.
A promoção e a despromoção, quando tratadas com planejamento, comunicação clara e suporte contínuo, tornam-se ferramentas poderosas de desenvolvimento e retenção de talentos no mercado imobiliário.

Blog dos Imóveis
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