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Descubra como o mercado de imóveis de alto padrão em São Paulo ultrapassou R$ 36 bilhões em um ano surpreendente

Descubra como o mercado de imóveis de alto padrão em São Paulo ultrapassou R$ 36 bilhões em um ano surpreendente

Imóveis de Alto Padrão em SP de R$ 1 Milhão+ Movimentam R$ 36,95 Bilhões em 2025

O mercado de imóveis residenciais em São Paulo com preço acima de R$ 1 milhão fechou 2025 com R$ 36,95 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), um crescimento de 5,47% frente aos R$ 35,04 bilhões de 2024. Foram registradas 15.926 transações, alta de 3,89%, e o ticket médio alcançou R$ 2,32 milhões, aumento de 1,51%. Mesmo num cenário de juros elevados e crédito mais seletivo, o alto padrão manteve liquidez, valorizou-se de forma segmentada e virou, para muitos investidores, o “bem refúgio” do mercado imobiliário paulista.

Desempenho por Região

– Zona Sul: Líder em volume financeiro, concentrou R$ 15,12 bilhões em VGV e 6.466 vendas. Ticket médio de R$ 2,34 milhões, +8,64% no VGV e +5,36% em transações comparado a 2024.

– Zona Oeste: Segunda maior fatia, R$ 10,27 bilhões e 4.652 vendas. Ticket de R$ 2,21 milhões e a maior valorização de preços entre as regiões, com alta de 6,91%.

– Centro: Mesmo com ajuste nos preços médios, manteve o ticket mais alto: R$ 3,06 milhões. Totalizou R$ 7,96 bilhões em vendas e 2.603 transações, sustentando forte demanda por clássicos do urbanismo paulistano.

– Zona Leste e Zona Norte: Movimentaram, respectivamente, R$ 2,47 bilhões (1.506 vendas, ticket de R$ 1,64 milhão) e R$ 1,13 bilhões (691 vendas, ticket de R$ 1,62 milhão), ainda nichos em expansão.

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Bairros Destaque no VGV

1. Itaim Bibi: R$ 2,01 bi em 460 vendas

2. Jardim Paulista: R$ 1,99 bi em 710 transações

3. Pinheiros: R$ 1,63 bi em 694 negócios

4. Vila Nova Conceição: R$ 1,58 bi – luxo nas margens do Parque Ibirapuera

5. Vila Mariana: 780 vendas e R$ 1,47 bi, maior liquidez por metro quadrado

Esses polos concentram lançamentos sofisticados, coberturas e edifícios com infraestrutura de cinco estrelas, atraindo brasileiros com perfil cosmopolita e investidores estrangeiros.

Áreas Emergentes com Superaquecimento de Preço

– Morumbi: Ticket médio saltou 192,64%, para R$ 8,23 milhões, reflexo de vendas pontuais de mansões e condomínios exclusivos.

– Jardim Londrina: Alta de 156,21%, atingindo R$ 3,91 milhões, reforçando o movimento de verticalização de alto luxo.

– Tucuruvi: +78,24% no valor médio, agora em R$ 2,72 milhões, impulsionado por projetos de alto padrão que disputam terrenos junto ao metrô.

Esses saltos indicam vendas de unidades muito valorizadas, mas ainda não representam mudança estrutural na dinâmica de demanda.

Quarto Trimestre Aquece o Fechamento de 2025

No último trimestre, o VGV do segmento acima de R$ 1 milhão chegou a R$ 10,51 bilhões (+16,88% sobre o 3º trimestre), com 4.245 negócios (+7,60%) e ticket médio de R$ 2,48 milhões (+8,62%).

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– Zona Sul: manteve a dianteira tanto em volume financeiro quanto em unidades vendidas.

– Centro: dominou o ranking de ticket médio.

– Itaim Bibi, Jardim Paulista e Vila Nova Conceição lideraram o pódio trimestral de VGV, confirmando a estratégia de lançamentos “close to the park” e infraestrutura consolidada.

Segmentos de Superiores a R$ 5 e R$ 10 Milhões

O ultraluxo mostrou resiliência acima da média geral do mercado paulistano (+3,68% em VGV):

– Imóveis acima de R$ 5 milhões cresceram 12%, somando R$ 10,65 bilhões em vendas.

– Ultra luxo (acima de R$ 10 milhões) avançou 17%, confirmando a demanda de nicho disposta a pagar por coberturas, mansões e retrofit de edifícios históricos.

Hoje, imóveis de R$ 5 milhões ou mais representam cerca de 15% do VGV total em São Paulo, consolidando-se como driver de rentabilidade para incorporadoras e fundos imobiliários.

Expansão da Pilar no Mercado de Luxo

A startup Pilar ganhou market share em bairros de peso:

• Consolação: 66,46% de participação em negócios acima de R$ 3 milhões

• Jardim América: 56,15%

• Real Parque: 36,82%

• Pacaembu: 22,20%

• Vila Nova Conceição: 13,58%

A estratégia “data driven” da Pilar, com análise em tempo real de ITBI, permitiu ajustar estoques, otimizar prazos de lançamento e oferecer carteiras de empreendimentos alinhados ao perfil do comprador de alto padrão.

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As cifras elevadas, aliadas à seletividade de crédito e ao comportamento de investimento, mostram que o mercado de luxo paulistano é mais do que um reflexo da economia: é um termômetro do apetite por segurança patrimonial e lifestyle exclusivo. E, para os players que enxergam oportunidades além dos números, a cidade segue oferecendo o melhor palco de branding imobiliário na América Latina.