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O segredo por trás dos imóveis de Balneário Camboriú: descubra por que o metro quadrado é o mais caro do Brasil

O segredo por trás dos imóveis de Balneário Camboriú: descubra por que o metro quadrado é o mais caro do Brasil

Balneário Camboriú alcança R$ 14.906/m² e vira o metro quadrado mais caro do Brasil em 2025

Balneário Camboriú encerrou o ano de 2025 com o preço médio do metro quadrado mais alto entre as 56 regiões monitoradas pelo Índice FipeZAP: R$ 14.906, superando grandes capitais como São Paulo (R$ 11.900), Rio de Janeiro (R$ 10.830) e até Florianópolis (R$ 12.773). Esse feito reforça o papel da cidade catarinense como epicentro do mercado imobiliário de luxo no país – uma verdadeira “casa de poder”, digna dos corredores de Suits ou da sede de House of Cards.

Fatores que impulsionam o valor do metro quadrado

1. Escassez de terrenos à beira-mar
A orla de Balneário Camboriú tem área limitada para novos empreendimentos, fazendo com que cada centímetro disponível seja disputado a preços elevados.

2. Verticalização e projetos de alto padrão
Prédios que beiram os 300 m de altura, com heliponto, spa e concierge, atraem investidores dispostos a pagar mais por exclusividade e vista panorâmica.

3. Demanda de compradores de alta renda
Brasileiros do Sul, Sudeste e Centro-Oeste buscam aqui segunda residência ou imóvel de investimento, reduzindo a sensibilidade a taxas de juros.

4. Mercado de locação de curta temporada
O turismo constante garante boa rentabilidade em plataformas como Airbnb, elevando a liquidez dos imóveis de luxo.

Ranking dos 10 metros quadrados mais caros de 2025

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1) Balneário Camboriú (SC) – R$ 14.906

2) Itapema (SC) – R$ 14.843

3) Vitória (ES) – R$ 14.108

4) Itajaí (SC) – R$ 12.848

5) Florianópolis (SC) – R$ 12.773

6) São Paulo (SP) – R$ 11.900

7) Barueri (SP) – R$ 11.696

8) Curitiba (PR) – R$ 11.686

9) Rio de Janeiro (RJ) – R$ 10.830

10) Belo Horizonte (MG) – R$ 10.642

Esses números mostram que, embora capitais e grandes cidades mantenham valores altos, são os mercados costeiros de Santa Catarina e Espírito Santo que ditam o ritmo do mercado premium.

Resistência aos juros altos e ao aperto do crédito

Enquanto a inflação e os juros encareceram financiamentos, em Balneário Camboriú a compra à vista ou com entrada robusta ainda domina. Isso reduz o impacto do aperto monetário sobre a demanda – cenário parecido com o jogo de xadrez de Billions, onde cada peça (neste caso, cada imóvel) vale seu peso em ouro.

Perfil do comprador: reserva de valor e lifestyle

Investidores veem o imóvel não apenas como moradia, mas como porto seguro contra a inflação.

A comunidade de alto poder aquisitivo valoriza comodidades de hotel 5 estrelas, academia on-site e serviços exclusivos.

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A permanente vocação turística adiciona um “bônus” de rentabilidade para quem aluga por temporada.

Olhando para 2026: estabilidade com desaceleração moderada

Especialistas do FipeZAP indicam que, mesmo com preços próximos de R$ 15 mil/m², Balneário Camboriú deve manter patamares elevados em 2026. A expectativa é de uma valorização mais contida, alinhada a um cenário macroeconômico menos volátil, mas ainda robusto para imóveis de alto padrão.

O mercado local segue como termômetro do segmento de luxo no Brasil, refletindo tendências de escassez, verticalização e apelo turístico que, juntos, criam uma combinação vencedora no tabuleiro imobiliário nacional.